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Retrospectiva do Esporte 2007

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Seleção mantém domínio no cenário internacional, mas sofre a sua maior crise na "era Bernardinho"

Em quadra, tudo foi muito bem. Mais um título da Liga Mundial, a medalha de ouro no Pan e a conquista da vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim. Mas fora da quadra, o ano da seleção brasileira masculina de vôlei foi feio. Uma crise de relacionamento entre o técnico Bernardinho e o levantador -e capitão- Ricardinho abalou a equipe e colocou em xeque as chances de o país ser campeão na próxima Olimpíada. A briga na "família Bernardinho" começou um pouco antes do Pan do Rio, em julho, e não foi resolvida até o final da temporada. O treinador, alegando "desgaste na relação", decidiu cortar Ricardinho, dois dias antes da estréia do Brasil no Pan. Na semana do corte, Ricardinho havia sido escolhido o melhor jogador da Liga Mundial, vencida pelo Brasil pela sétima vez, a quinta consecutiva. Ele foi fundamental para a conquista, principalmente na difícil partida decisiva contra a Rússia.
SOBE

Marcelinho
No auge da crise, vai bem e se consolida como o novo levantador titular

Renan
Após duas grandes temporadas pela Cimed, vira técnico do Treviso, da Itália

Ricardo
Ganha o ouro do Pan, o circuito mundial e é eleito o jogador do ano no vôlei de praia
DESCE

Ricardinho
Briga com o técnico Bernardinho e perde a vaga na seleção brasileira de vôlei

Jaqueline
Flagrada no exame antidoping, ponta fica fora da disputa do Pan do Rio de Janeiro

Rússia
Campeã mundial feminina, é apenas a terceira colocada no Campeonato Europeu

Depois da Liga, a crise. Ricardinho teve problemas com vôos e não se apresentou com os companheiros no Rio de Janeiro para a disputa do Pan. Quando chegou à cidade, participou de uma reunião com a comissão técnica e os jogadores e soube que havia sido desligado do elenco. Para o lugar de Ricardinho, Bernardinho convocou o seu filho, Bruno Rezende. Marcelinho acabou ganhando a vaga na equipe titular, e Giba herdou a tarja de capitão. No jogo de estréia, contra o Canadá, uma cena nunca vista nestes anos vitoriosos do vôlei brasileiro: o técnico Bernardinho foi vaiado por parte do público que lotou o ginásio do Maracanãzinho. Sobrou até mesmo para Bruno Rezende, que também recebeu apupos quando entrou em quadra. Mas logo a torcida voltou a apoiar o treinador. E a equipe, com imensa tranqüilidade, ganhou a medalha de ouro ao arrasar os Estados Unidos na final. Os atletas ainda colocaram as mãos na calçada da fama do ginásio, que ainda não foi inaugurada. Como o nível técnico do Pan foi baixo, o verdadeiro teste para o time aconteceu no final do ano, na Copa do Mundo, no Japão. Na estréia da competição, o Brasil perdeu por 3 a 0 para os Estados Unidos (que já havia vencido uma equipe B do país na Copa América). O tropeço não abalou o Brasil, que ganhou todos os outros jogos e se sagrou campeão do torneio, garantindo uma vaga para a Olimpíada de Pequim. Mas o mais importante para a equipe foi mostrar que pode jogar sem Ricardinho. O levantador Marcelinho se destacou na competição, principalmente contra os rivais mais fortes como Rússia e Bulgária. A seleção feminina também teve um ano turbulento. O time voltou a falhar em momentos decisivos de campeonatos. No Grand Prix, depois de uma primeira fase quase perfeita, com oito vitórias em nove partidas, a equipe foi muito mal na hora da decisão, ganhando apenas um dos cinco jogos finais. Assim, acabou o torneio em quinto lugar, a pior posição nos últimos anos. No Pan, o Brasil também teve um resultado decepcionante. Mesmo apoiado pela torcida, o país perdeu a final para Cuba, no tie-break. No final do ano, novamente o Brasil perdeu um jogo decisivo, para a Itália, mas vice-campeonato na Copa do Mundo ao menos classificou o país para a Olimpíada de Pequim.

NA PRAIA
Brasileiros voltam a dominar o circuito
Mais uma vez as duplas brasileiras não deram chance às rivais no Circuito Mundial de vôlei de praia. Juliana/Larissa e Ricardo/Emanuel ganharam o título da temporada. As duas duplas também foram campeãs do Pan-Americano do Rio de Janeiro.
NO UOL
Brasil mantém rotina dos últimos anos, derrota a Rússia na decisão e conquista a Liga Mundial pela sétima vez, sendo a quinta consecutiva

Técnico Bernardinho alega problemas de relacionamento e corta o levantador Ricardinho da seleção às vésperas do Pan do Rio de Janeiro


Donos de cinco título mundiais, Ricardo e Emanuel ganham no Rio o único título que faltava, o ouro no Pan, encerrando tabu para duplas do país


Brasil perde para a China na última rodada e fica em quinto lugar no Grand Prix, sua pior posição nos últimos anos no torneio internacional


Depois de ouro no Pan do Rio, Julianae Larissa confirmam favoritismo e levamo tricampeonato do Circuito Mundial e do Circuito Brasileiro


Brasil supera dúvida sobre ausência de Ricardinho, ganha a Copa do Mundo e se classifica para os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008

Retrospectiva do esporte em 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

À partir de hoje, estaremos postando várias materias diárias e, mostrando o que melhor aconteceu no esporte no ano de 2007.
Na seqüência de um ano marcado pela decepcionante campanha na Copa do Mundo da Alemanha, 2007 termina como uma temporada de resgate do otimismo do futebol brasileiro, graças à retomada de títulos da seleção e à concretização do sonho do país de voltar a abrigar um Mundial. A temporada ficou marcada pela maior conquista fora dos campos do futebol nacional nos últimos tempos, com a oficialização da Copa de 2014 no país, em evento que acontecerá 64 anos depois do primeiro -e até agora único- Mundial disputado no Brasil, em 1950. Ao longo do ano, a candidatura brasileira pela Copa, que se desenvolveu sem concorrência, foi analisada pela Fifa. No final de agosto, a entidade enviou ao país uma comitiva de inspeção, que estudou a capacidade das principais sedes em potencial, na esfera esportiva e em relação à capacidade de infra-estrutura.
  • SOBE
Dunga
Fecha ano com título da Copa América e nomeação para time olímpico em Pequim

Kaká
Após decepção na Copa, desponta como grande estrela da seleção brasileira

Ricardo Teixeira
Com a Copa do Mundo de 2014, consegue a grande vitória de sua gestão
  • DESCE
Ronaldo e Adriano
Ataque da Copa de 2006 perde espaço no time e vê retorno ficar mais complicado

Ronaldinho
Além de dispensa da Copa América, meia teve ano irregular em partidas do Brasil

Times nacionais

Última convocação de Dunga contou apenas com um jogador que atua no país (Kleber)
No final de outubro, um evento na sede da Fifa em Zurique, na Suíça, oficializou o Brasil como dono da Copa de 2014. Uma extensa comitiva nacional, capitaneada pelo presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, e com a presença do presidente Lula, celebrou a conquista política. Dentro de campo, o ano, apesar de ter começado com derrota em amistoso para Portugal, marcou na seleção a afirmação de Dunga como técnico. O capitão do tetracampeonato mundial, aposta da direção da CBF para uma reviravolta de atitude na equipe, conseguiu, apesar de percalços pelo caminho, se livrar da desconfiança inicial sobre sua capacidade profissional. Certamente a grande vitória de Dunga ao longo de 2007 foi o título da Copa América, com vitória irrepreensível na decisão por 3 a 0 sobre a arqui-rival Argentina, considerada a principal favorita da competição na Venezuela. O triunfo, que começou com derrota para o México na estréia, passou à posteridade associado à imagem de Dunga, que não pôde contar com as principais estrelas da seleção na atualidade para a competição. Antes da Copa América, Kaká e Ronaldinho Gaúcho pediram dispensa à comissão técnica, alegando estafa depois de uma desgastante temporada européia. A decisão dos astros acabou sendo contornada, mas não sem algum mal-estar. Após o título continental, a seleção arrancou na campanha das eliminatórias para a Copa de 2010. Em quatro rodadas disputadas neste ano, o time de Dunga conseguiu sempre se manter na zona de classificação ao Mundial. No entanto, a sina de não vencer fora de casa, que começara já no torneio qualificatório anterior, para a Alemanha-2006, se fez presente com empates como visitante diante de Colômbia e Equador. A seleção encerra o ano com retrospecto de 11 vitórias, cinco empates e duas derrotas em 18 partidas realizadas. Desempenho que fez a CBF entender que Dunga merecia herdar também o comando do time olímpico, que em 2008 brigará mais uma vez pelo sonho da inédita medalha de ouro. Sem poder contar com grande parte dos jogadores com idade inferior a 23 anos, elegíveis para o time olímpico, Dunga começou a preparação com uma derrota de 3 a 0 para combinado dos melhores atletas do Campeonato Brasileiro. Em 2008, o técnico terá a dura missão administrativa de conciliar os interesses da equipe que vai aos Jogos de Pequim, na China, com as necessidades do grupo principal, que terá calendário intenso pelas eliminatórias (seis jogos agendados).

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